Viajar com pequenos


Esse texto vai ao desencontro do texto da minha amiga palpiteira Rafa, “Viajando sem filhos”. Sim, é justamente o oposto, em todos os sentidos. Porque aqui vos fala uma mãe que nunca viajou sem filhos, enquanto pequenos. Mas, para não me delongar muito, vou direto ao ponto: quero contar-lhes uma viagem que fiz com meu caçula quando ele tinha apenas 1 ano. Para a Europa. No inverno (europeu). Sem babá. Sem resort. Sem “recreador”. Sem espaço kids. Já surtou? Vou te mostrar que não.

Na verdade, devo confessar que não pensei muito. Acho que eu ainda estava em estado de choque por minha segunda maternidade temporã. Por isso, qualquer coisa depois de ter um filho aos 43 (do segundo tempo) era fichinha.

Meu marido tem esses rompantes, sai comprando passagens e aí só nos resta ir. Foi assim que ele fez. Então em dezembro de 2014 embarcamos. Direto para Lisboa. De lá, para Andaluzia, finalizando em Madrid. Nós 3.

E posso contar uma coisa? Foi uma das viagens mais maravilhosas da minha vida. Mas é claro que você precisa ter estratégias. E é sobre elas que irei palpitar aqui.

Primeiramente, esqueça carro. O seu meio de transporte vai ser suas pernas e, o do pequeno, o carrinho de bebê. Pode rolar um metrô e até um ônibus de piso baixo que você entra com o carrinho aberto.

Um carrinho que seja compacto, tipo guarda-chuva, mas que recline totalmente para ele poder dormir. É nele que seu bebê vai curtir os passeios com vocês e vai se distrair com as paisagens, sem o estresse do entra e sai de taxis. 

Mas você vai ter que tirá-lo do carrinho de vez em quando, óbvio, ainda mais se ele já souber andar, como era o caso do meu filho. E você vai fazer isso naqueles lugares mais convidativos a uma brincadeira: pátios de museus, praças e parques pelo caminho, lugares seguros e bacanas – sem ter que desviar da sua rota!

Crianças pequenas sempre tiram uma soneca no meio do dia. Adivinhou? Essa é a hora de entrar no restaurante em que escolheu almoçar (fique rondando nas imediações até a criança pegar no sono) para aproveitar a dormida do seu pequeno e poder desfrutar de um calmo almoço com seu parceir@. Bem, pode ser que a criança acorde lá pelo final da refeição, mas aí tudo bem, né? Ele até pode sentar com vocês à mesa, e finalizar junto. 

E a comida dele? Esqueça purismos. Papinhas prontas. E olha que na Europa você consegue achar umas marcas orgânicas, sem conservantes e aditivos químicos. Meu filho adorou uma de ervilha com bacon (!) e praticamente se alimentou disso e do leite que ele já tomava no Brasil – que levei comigo, claro – a viagem toda. Sem estresse.

A bolsa do bebê é aquilo de sempre: fraldas para trocar, lenços umedecidos, roupas extras, toda a traquitana de sempre – até aí, nada de novo. Mas que seja uma bolsa acoplável ao carrinho, nada que você precise carregar! 

Um outro item interessante, se seu bebê ainda couber nele, é o canguru. No meu caso, forçamos um pouco a barra porque ele já estava grande para isso, mas deu certo! Há lugares onde o canguru é a melhor pedida para andar com seu pequeno. 

A escolha dos hotéis é essencial. Nem tanto pelos motivos óbvios, como por exemplo, aceitar crianças e ter berço, mas principalmente pela localização. Você terá que escolher um hotel onde possa sair à noite para passear a pé, ou seja, localizado perto de bares e restaurantes, levando seu filh@ já dormindo, no carrinho. Conosco funcionou perfeitamente. Ele adormecia no quarto, nós o transferíamos para o carrinho e saíamos para jantar. 

Finalmente, a dica de ouro: leve a criança ao pediatra no Brasil antes de viajar e saia daqui com uma maleta de remédios para ela, pois as receitas médicas brasileiras não valem lá fora. Nós levamos até um antibiótico…

E então? Animou-se? Não precisa deixar de fazer aquela viagem de sonho só porque está com uma criança pequena. Basta seguir esses palpites e fazer as malas!

Clique aqui para baixar o planejamento para sua próxima viagem com filhos.

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administradora de empresas, paulistana com cidadania carioca, mãe de Graziela e Francisco, ama tomar vinho e cozinhar para os amigos, nossa morena encaracolada, e, claro, palpiteira.

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4 Comentários

  • Eliezer
    26 de junho de 2017 at 13:32

    A única coisa que Francisco vai lamentar depois é de não lembrar nada da viagem… rsrsrs

  • Maria Carolina Amendolara
    26 de junho de 2017 at 14:41

    Sim, Eliezer, é verdade… mas vai sentir-se orgulhoso de ter participado da aventura ainda tão pequeno!

  • Michelle
    28 de junho de 2017 at 23:03

    Carol, quero um palpite? Amei o blog ❤️

    • Maria Carolina Amendolara
      Maria Carolina Amendolara
      5 de julho de 2017 at 16:15

      Oba, MI!!!! Que bom!!! Seu palpite é valioso!!!
      beijos e obrigada querida.

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