E aí, vamos brincar?


 

Percorrendo as ruas da cidade, pode-se deparar com vários personagens e acontecimentos inusitados, pulsantes e inovadores. Conversando sobre isso com a palpiteira Maria Carolina, que escreveu há pouco tempo no blog “A rua é uma festa”, ela me contou sobre uma mesa de pingue-pongue instalada numa praça situada no cruzamento das ruas Regente Feijó e Buenos Aires. Curiosa, descobri que num ponto dessa esquina que compõe o Saara carioca, região de comércio popular e, hoje, turística, trabalha o jornaleiro Thiago Pacheco, 31 anos, carioca do subúrbio (como se definiu orgulhoso), que resolveu colocar uma opção de entretenimento em torno da banca de jornal dele. 

— Já era um hobby. Desde criança, adoro jogar pingue-pongue, andar de skate e soltar pipa. Então coloquei a mesa para o pessoal desestressar. Todo mundo participa: o pessoal do táxi, das lojas, os moradores, os alunos da faculdade aqui perto, contou-me Thiago.

Manoel, dono do restaurante em frente à praça, falou que agora o local é uma referência de descontração e que o ponto alto é por volta das 18 horas, com um número maior de pessoas, com partidas mais rápidas para que todos possam participar. Hildo, mais conhecido como Veterano (VT) ou “da mala”, disse que os jogadores mais experientes fazem o oponente novato “dançar na mesa”. Pensativa, perguntei: dançar? Ele, sorridente, me explicou que seria fazer com que o aprendiz tente buscar a bola de um lado ao outro na mesa de forma frenética, como se estivesse dançando.

E aí, vamos brincar

Perguntei também sobre quais seriam as regras, já que o passatempo é aberto ao público e, por isso, sempre há alguém chegando para a brincadeira. Thiago, então, contou que geralmente são cinco pontos por partida para que todos possam participar. Aqueles que perdem o jogo vão para o final da fila para jogar com o Angolano ou o VT, considerados os melhores jogadores. É nesse momento que acontece a famosa “dança” na mesa de pingue-pongue.

E aí, vamos brincar?

Thiago, Angolano e Veterano (VT)

Em poucos meses, a mesa já criou intimidades e nasceram apelidos, como Veterano (VT) ou “da mala”, não pelo humor dele, pois sempre está com um sorriso; Angolano, aquele cujo apelido ninguém soube explicar; Kiko, que lembra o personagem do seriado de televisão Chaves; e Horácio, que joga com os braços rente ao corpo e, por isso, ficou conhecido pelo nome do personagem de quadrinhos, criado pelo desenhista Maurício de Sousa. É uma volta aos tempos lúdicos da infância, das brincadeiras de rua, uma época na qual todos eram convidados, integrados, com um simples convite: E aí, vamos brincar?

 

Gostou do palpite? Segundo o site da Confederação Brasileira de Tênis de Mesa – CBTM, o pingue-pongue é diferente do tênis de mesa porque é voltado apenas para o lazer. Para jogá-lo é necessário ter: mesa, rede, bola e raquetes. Lá também ensina quais seriam as regras do jogo. Mas saiba que o importante é se divertir com antigos e novos amigos. Aproveite!

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Roberta Sa

administradora e, agora, estudante de jornalismo, carioca, mãe do cãozinho Tony, adora tecnologia e design, nossa morena lisa depois da chapinha, e, claro, palpiteira.

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1 comentário

  • Eliezer
    24 de setembro de 2017 at 23:36

    Eu não encaro essa mesa não, tenho “trauma de adolescência” com vários esportes… rsrs

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