Mulher-Maravilha: a reconstrução de uma personagem


Quando saí do cinema, confesso que fiquei por um tempo reflexiva e surpreendida com este blockbuster. O longa nos traz a reconstrução de uma personagem e até poderia dizer que sutilmente também uma discussão filosófica sobre tais “verdades” já tão disseminadas e enraizadas em nossa sociedade. Não, não espere que o filme Mulher-Maravilha fique só na questão da emancipação feminina,  inclusive, não é o foco pois o que nos é apresentado vai além do papel do homem e da mulher na sociedade, já que traz à tona o conceito de amour de soi (amor de si) de Rousseau, que norteia todas as ações e reconstrói a personagem.

 

Em 1941 nasceu a Mulher-Maravilha e foi um divisor de águas por ser a primeira mulher protagonista no mundo dos quadrinhos americanos. Mas era um produto do imaginário masculino, já que, apesar do papel de heroína dentro de uma equipe (a Sociedade da Justiça da América), não tinha voz e nem influência sobre os demais, renegada a atribuições mais secundárias. Ao longo do tempo, o papel feminino e novos conceitos vêm ganhando novos contornos e, com isso, há uma atualização da personagem nas histórias em quadrinhos (HQs).

 

Nos últimos tempos, a DC Comics não vem apresentando boas histórias, como os filmes Superman e Batman vs Superman. Agora, surpreende com uma história centrada, comprometida em recontar a história da personagem, transformando-a numa heroína global dos nossos tempos. Gal Gadot, protagonista do longa, tem uma atuação boa e simboliza a diversidade, bem como os companheiros de cena. Os figurinos e a reconstrução de época são excelentes. A obra também apresenta cenas de luta bem construídas por meio da utilização de câmera lenta, recurso que, entretanto, pareceu excessivo em alguns momentos. Enfim, é um filme que mostra a consagração do poder colaborativo, especialmente na luta final, apresentando uma bela perspectiva para as futuras gerações.

Dica: Não cenas pós-créditos

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administradora e, agora, estudante de jornalismo, carioca, mãe do cãozinho Tony, adora tecnologia e design, nossa morena lisa depois da chapinha, e, claro, palpiteira.

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2 Comentários

  • Eliezer
    10 de junho de 2017 at 15:25

    Um filme bem melhor do que aquela musiquinha de axé de duplo sentido:

    “Você é minha Maravilha e eu sou seu SuperMan,
    No swing aqui do Leva eu quero ver você meu bem!
    Foge, foge Mulher Maravilha!
    Foge, foge com o SuperMan!”

    • Fábula
      Fábula
      13 de junho de 2017 at 19:06

      Nossa! Essa é do fundo do baú… (risos)

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