Estrogonofe: um prato para condes e para você


Origens na mesa

Quem nunca fez um estrogonofe por ser rápido e versátil? Nos lares brasileiros ele é preparado com doses de ketchup e servido com arroz e batata palha. Mas você já parou para pensar sobre a origem do prato? Qual é a sua história e como ganhou o mundo? Eu e meu marido Rodolfo encontramos as respostas na literatura culinária, testamos e registramos o passo a passo da receita original. Tudo isso para compartilhar com vocês aqui no blog.

Criado por Charles Briere, durante uma competição culinária, em 1890, na cidade de São Petersburgo, na Rússia, a receita de Carne à Stroganoff — tiras de filé mignon envolvidas em um creme picante com cogumelos, picles e cebolas — venceu o torneio. O nome do clássico é por conta da tendência que havia, na época, de homenagear os patrões dos cozinheiros. Por isso, o Conde Pavel Stroganoff se eternizou na história. Apesar de alguns relatos de que algo semelhante já existia na culinária russa, Briere é reconhecido como criador pelo renomeado Larousse Gastronomique.

Popularização e versões do estrogonofe no mundo

Na Primeira e na Segunda Guerra Mundial, militares americanos e europeus conheceram o prato nos fronts russo e chinês e levaram a receita para casa. Nos anos 50 e 60, o estrogonofe ganhou um ar de sofisticação e reconhecimento por causa do programa de televisão americano da Julia Child. Depois disso, a receita se espalhou pelo mundo e sofreu suas primeiras alterações: alguns ingredientes foram introduzidos e outros retirados, conforme o paladar de cada região.

Portanto, nos Estados Unidos, prefere-se consumir com batata frita. Na China, come-se com arroz ou macarrão. Na Suécia, a carne é substituída por linguiça. No Japão, coloca-se soja. Por isso, não precisamos nos sentir culpados pela nossa versão com ketchup. Mas temos um palpite: alterne com a versão original. Pode ter certeza, vale a pena!

Conheça o passo a passo do estrogonofe original

Ingredientes

½ kg de tirinhas de filé mignon
Sal e pimenta do reino
1 colher (chá) de páprica picante
2 colheres (chá) de páprica doce
Óleo vegetal para fritar
1 colher (sopa) de manteiga
1 cebola cortada em meia lua
120 g de cogumelos frescos fatiados
1 colher (chá) de extrato de tomate
75 ml de vinho branco
50 ml de vinagre de vinho branco
80 g de picles
150 ml de creme de leite fresco
150 ml de creme azedo (creme de leite fresco com meio limão)

1.Tempere
a carne com sal, pimenta do reino, páprica picante e doce.

2. Frite
a carne até que as tiras estejam mal passadas.

3. Reserve
a carne numa peneira deixando o caldo escorrer em uma vasilha.

4. Adicione
a manteiga, a cebola, os cogumelos e o extrato de tomate. Deixe refogar.

5. Acrescente
o vinagre e o vinho branco. Reduza até a metade.

6. Coloque
o creme de leite, o creme azedo, os picles. Deixe ferver.

7. Finalize
com a carne e o caldo reservado. Misture e não deixe ferver. Decidimos colocar salsinha para enfeitar.

Inspirado nos livros “Quem colocou o filé no Wellington?” e “Larousse Gastronomique“. Para conhecer mais a história da apresentadora americana Julia Child, assista ao filme Julie & Julia.

 

Roberta Sa

administradora e, agora, estudante de jornalismo, carioca, mãe do cãozinho Tony, adora tecnologia e design, nossa morena lisa depois da chapinha, e, claro, palpiteira.

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2 Comentários

  • Eliezer
    12 de outubro de 2017 at 01:53

    Hummmmm!!! Quero muito desse “estraga-Onofre”!!

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