Barzinga: por dentro do bar mais nerd do Rio


 

À primeira vista, olhando de fora, não se tem a noção das surpresas que se escondem ali dentro.

Térreo: uma população de personagens de filmes de terror dão um clima soturno à entrada. O boneco Jigsaw, de Jogos Mortais, uma escultura de Alien, o 8° passageiro e uma máscara do Predador, além do icônico Jason, de Sexta-feira 13, estão lá para me receber. Um kit de sobrevivência do Resident Evil está pendurado na parede que imita a madeira velha de um casarão abandonado, mas está atrás de um vidro difícil de quebrar. Devo dizer que tenho arrepios, não de medo. Sou impactado é pela grandiosidade.

Há ainda neste primeiro pavimento, um outro ambiente, ao fundo, semelhante ao interior de uma espaçonave. Painéis digitais que informam a condições de voo, luzes que correm velozes no teto como rajadas de energia a impulsionar a nave, mesas e cadeiras futuristas que se harmonizam perfeitamente com os detalhes simétricos dos mostradores coloridos, me fazem de repente pensar que estou a bordo da Enterprise, da Millenium Falcon ou da Battlestar Galactica.

Na parede ao lado da escada, depois de lavar as mãos sobre um tonel de compostos químicos do Breaking Bad, avisto muitas action figures de games e super-heróis. Minha impressão ao subir é a de que todo o panteão da DC Comics e da Marvel está ali presente no mostruário iluminado que me saúda feito o vitral de uma igreja gótica. Só não me ajoelho aqui mesmo porque bloquearia a passagem e quero descobrir o que me aguarda lá em cima.

Já no andar superior, em cada canto um detalhe a ser visto: cartazes e mais cartazes, além de mais action figures, desta vez evocando séries de TV e animes, dentre outras referências. Espadas que remetem aos RPGs medievais de computador, ao Dungeons and Dragons com seus dados de mil faces e ao Senhor dos Anéis da literatura de Tolkien, coleções completas de DVDs que pesam nas prateleiras e despertam a curiosidade, além dos sorrisos de sabedoria do nerd que entrega os figurinos do cosplay gratuito para vestir e fotografar. Tudo isso me faz perceber que isto aqui não é um simples bar, local genérico onde se vai para satisfazer o paladar e a sede. Este recanto é uma experiência estética de nerdice à enésima potência.

E o menu? Bastante imaginativo, devo dizer, pelo menos no que diz respeito aos nomes dos pratos e bebidas, escolhidos sempre em homenagem aos mundos, personagens e teorias científicas do universo nerd. Aliás, é impressionante como esses temas ganham vida nas conversas dos frequentadores, todos nerds, em finas alusões que só os palpiteiros mais entendidos são capazes de assimilar. Conversas essas que podem ser acompanhas por uma ou outra rodada de algum dos inúmeros jogos clássicos de tabuleiro disponíveis também no menu.

Peço uma sangria Klingon, bem composta e na medida certa de gelo, e um Esmaga Homenzinhos, hambúrguer imponente que, se no sabor não impressiona tanto, pelo menos me faz constatar a exatidão do apelido do sanduíche (feito para duas pessoas se fartarem) e querer fazer o mesmo com as outras opções do cardápio.

Saio de lá certo de que encontrei uma espécie de portal, de esconderijo geek, onde, transportado para outra dimensão, posso renovar meus “poderes” tão terrenos, tão triviais.

10 referências nerds do Barzinga:

#1 Star Wars

#2 Star Trek

#3 Battlestar Galactica

#4 Breaking Bad

#5 Senhor dos Anéis

#6 Sexta-Feira 13

#7 Alien

#8 Predador

#9 Resident Evil

#10 Dungeons and Dragons

 

Barzinga Geek Planet

Rua Dídimo, 80 – Centro, Rio de Janeiro – RJ

Telefone: (21) 96737-5624

Marcos Aquino

sociólogo, carioca, pai da Amelie, vai do samba de raíz ao rock ‘n roll sem escalas, escreve bem pacas, nosso moreno claro e, lógico, palpiteiro.

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